Em 2017, quando resolvi parar a vida pra pensar, não foi casualidade escolher 2018 pra fazer isso. Sabia que as redes ficariam super tóxicas e que provavelmente podia passar sem o stress de ver amigos brigando. Daí fiz um exercício de apenas acompanhar – depois de editar completamente minha timeline e deixar praticamente só veiculos de comunicação e pouquissimas pessoas. No final de dezembro de 2017 finalmente pude apagar meu perfil e minhas páginas do Facebook. Eu já não usava desde janeiro de 2014, mas continuei pra manter as páginas do Petiscos, então desse calvário me livrei de cara. O Instagram uso muito pouco, mais pra conversar com amigas e amigos que me mandam mensagens diretas e durante o ano passado fiz um punhadinho mínimo de publicações. Youtube só uso mesmo pra ver trailers de filmes e aprender como fazer coisas que não sei.  Já o Twitter gosto pra ler notícias. Sabendo disso, como disse, depois da faxina passei a usar bem menos pra ler notícias e fiz um ótimo exercício de apenas ler e não opinar. Não reagir. Usei muito bem a ferramenta de guardar links pra ler depois, respondi uma ou outra pergunta de seguidores por lá e pronto. Recomendo o exercício para todos. Depois de pouquissimo tempo a gente entra no automático e simplesmente lê. Raramente abro um fio no Twitter pra saber o que o povo tá comentando. Recomendo também. O silêncio é ótimo e evita a fadiga.  No fim do ano mantive meus amigos intactos, acompanhei altos e baixos do ano do mesmo jeito, mas não enlouqueci. Não acho que a gente precise fazer isso o tempo todo mas é bem útil pensar “será mesmo que preciso comentar tudo?”. Conta até dez e deixa passar umas dezenove de cada vinte vezes que a gente fica com vontade de falar.  Mas não é pra confundir isso com alienação. É apenas um exercício de preservar a tranquilidade. 😉

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62 Comentários

  1. Em primeiro lugar, Parabéns Julia por este exemplo, de mostrar que podemos ter voz mesmo nao usando Facebook e Cia Ltda.
    Eu venho fazendo o mesmo de 2017, quando resolvi dar um tempo do meu Blog e outras redes sociais, consegui com muita forca de vontade, me livrar do Facebook e foi a melhor decisao que já tomei. Instagram confesso que nunca tive muita afinidade, aliás, como ja citei desde de 2017 eu resolvi parar de seguir blogs, Varios canais de Youtube que no final das contas sempre me deixavam deprimida com o sentimento, o que fiz errado em minha vida?
    Ultimamente ninguém mais sonha em ser Médico, Advogado, Dentista sei lá, e sim em ser blogueira, “Youtubeira”… Hallloooo é esta generacao de agora que irá cuidar de mim quando estiver na terceira idade? Será que meus médicos seraö formados pelo “Instituto Universal Google”?
    A verdade é que a internet só mostra o lado “lindo” da vida, lugares paradisiacos, casas maravilhosas, mulheres lindas com maquiagens perfeitas, Outfits impecáveis com suas Griffies importadas, mais a realidade do outro lado do Monitor, sao milhares de meninas endividadas porque ficam em uma loucura desfreada achando que se tiverem o que a fulaninha do blog tal tem, elas tbm serao chiques, lindas… (e se esquecem que a menina do blog provavelmente nao comprou nada daquilo, ela nao só ganhou como também está sendo paga para falar/mostrar o tal produto.
    Resumindo, a internet trouxe mudanças gigantescas na vida das pessoas, e infelizmente nao só mudou, como continuará a mudar, a forma como vivemos …
    Vício em internet: A doença do século XXI.

  2. Que feliz que vc voltou!!! Acompanhei essas poucas postagens e aguardei ansiosamente o dia de te “reler” e rever… Sabe que quando eu tinha uns 20 anos (início dos anos 2000) fiz terapia pela primeira vez… As minhas sessões eram às sextas-feiras e aquela era uma véspera de feriado prolongado. A psicóloga havia me dado um exercício por dia pra fazer durante o feriado na praia com namorado e amigos. Um dos exercícios era não falar nada por 24 horas e, sempre que eu quisesse me comunicar, deveria escrever. Lá fui eu e minha prancheta com papel e caneta pegar a estrada. Tudo aconteceu naquela noite! Mas o melhor, ao final dela, foi ver o quanto a gente fala sem necessidade. Como dava preguiça de escrever tudo o que vinha à minha mente, usei o seguinte critério: isso vai mudar alguma coisa? esse textão que eu estou prestes a escrever vai mudar o rumo da vida (pretensiosa eu!) de alguém? Na maioria das vezes a resposta era não… Afinal, a gente tava ali na estrada jogando conversa fora, falando assuntos aleatórios, emitindo opiniões… tudo o que se faz nas redes sociais quase 20 anos depois. Com uma frequência assustadora eu uso esse critério antigo, mas extremamente valioso nos dias de hoje… e é bem isso mesmo: pra preservar minha tranquilidade!
    Beijos!!!!

  3. BEATRIZ SANCHES Responder

    Eu realmente te entendo, te entendo demais. Eu fiz o mesmo em 2018 porque 2017 foi um ano muito tóxico e eu aprendi muito ao ouvir mais e me capacitou para ajudar mais também. Beijos Julia! Sucesso!