Mais uma série da Netflix foi cancelada. Desta vez  foi “Girlboss” e o anúncio do cancelamento foi feito pele própria Sophia Amoruso, empresaria que é retratada na série. Não foi exatamente uma surpresa, afinal pouquíssimo da história de empreendedorismo de Sophia foi contado na série.
Quando o livro homônimo foi comprado pela produtora de Charlize Theron pra virar série a gente se animou. Mas acho que a escolha de infantilizar tanto o personagem de Sophia para atrair um público mais jovem acabou matando a razão dela existir. Sophia tem uma história interessante de subida rápida ao sucesso e queda igualmente veloz que é muito didática pra quem sonha em montar o próprio negócio em tempos de hipervalorização do empreendedorismo.
Saiu do Ebay para uma loja online de sucesso, escreveu livro, abriu loja física, fez coleção de maquiagem com a M.A.C e ficou amiga de um bando de gente famosa. Mas a história dela nos ensina que não basta ter boas ideias e ser “cool”. Tem que ter visão de negócio e aceitar seus limites.
A marca de Sophia, Nasty Gal, recebeu investimento rápido e cresceu sem muita estrutura formal. Trocou o vintage por cópias de peças de marcas famosas e por isso recebeu alguns processos por infringir direitos autorais. A falta de organização e de valores reias geraram processos trabalhistas e os gastos acabaram engolindo os lucros até que a empresa pediu falência.
Se isso não é uma história interessante pra virar série, eu não sei o que é. Uma pena as escolhas erradas até na hora de contar tudo isso. Parece que a falta de visão da marca se refletiram na hora de escolher como mostrar a história dela e sobrou na série apenas os truques de styling que a fizeram famosa no Ebay. Quem sabe se numa outra oportunidade, em outro lugar, ainda contem tudo isso direito e essas lições sirvam de aviso e inspiração para um monte de gente encantada com a cena empreendedora…
Foto: Netflix.

18 Comentários

  1. Também achei a série fraquissima de roteiro e concordo plenamente com vcs… Uma historia dessas, tao rica e tao atual, completo desperdício.
    E olha que a atriz principal tem carisma e super sustentou a personagem mas era preciso bem mais pra segurar a série. Ja viram glow??? ??

  2. Alessandra

    Soma-se a isso o fato da protagonista anti-heroína ser intragável. Fica bem difícil para o público ter empatia e se relacionar com a personagem! Eu assisti até o episódio 9 querendo muito dar uma chance à série, mas a história não ia para frente e Sophia fica apenas mais insuportável e sem nenhum crescimento pessoal. Agora que cancelaram acho que nem termino de assistir.

  3. Juliana Dias da Rosa

    O roteiro me atraiu, mas nossa!, nem a estratégia de fazer episódios curtos me ver assistir mais de 4 capitulos!

  4. Sabe que eu super fiquei ansiosa para ver a série quando saiu o primeiro teaser… Mas quando assisti fiquei tao decepcionada.. Acho que a ideia da serie foi super bem vendida.. mas a execução foi bemm abaixo do esperado… Uma pena, porque ao meu ver tinha um potencial enorme..
    Beijoss

  5. marlarodrigues

    ufa, pensava que eu estava sozinha. Desperdício de uma grande oportunidade, é o que resume a produção dessa série.
    Simplesmente intragável.

  6. Ainda bem rsrsrs
    Quando vi o primeiro episódio não gostei! Mas dei uma chance e acho que assisti até o 6°. Não consegui ver mais.
    Não li o livro, mas pelo seriado não consegui criar uma simpatia pela Sophia.Ah sei lá…muito inconsequente.
    A única coisa que gostei foram das roupas. E aquela jaqueta?! Muito linda!!!

    • Camila Ayres

      O livro e bem diferente da serie. Vale a pena a ler!
      Eu acho que o seriado falhou pois, assim como Sense8, estava muito alem de 2017… A nossa sociedade ainda acha que mulher tem que ser sempre querida e generosa. Se a Sophia fosse homem, ela nao ia ser chamada de egoista/milenial/etc, mas sim de forte e determinada.

  7. Monica L.

    Mas você não acha que talvez a série ficou assim porque a verdadeira Sophia Amoruso estava muito envolvida na produção?
    Li o livro dela também, que foi atualizado depois que ela vendeu a Nasty Gal, e em nenhum momento ela comenta o fato de ter sido processada, de a empresa não ter ido bem. Ela só comenta que não foi feita pra ser SEO. Ela abraça bem a vida meio “lixo” que ela vivia antes de se tornar uma empreendedora, mas parece que tem dificuldade de abraçar também o fim da Nasty Gal. É difícil controlar a narrativa da sua própria vida assim, na frente de todo mundo, né?

    • Pois é. Ela deu uma declaração que agora vai tomar conta da sua própria narrativa. Mas vai saber o que vai querer narrar né? ?
      Bjsss!!!

  8. Julinha, lembro de você falar que queria fazer um post sobre os tratamentos que fez após descobrir a rosácea, falou tb de um laser caro mas que funcionava e tal que fiquei mega curiosa, conta pra gente quando puder? Beijos

  9. Acho que a série funcionaria nos anos 2000 com a força da cultura indie junk (strokes, Peter Doherty, the hives). Forçaram bastante o estereótipo de atitude “bad-ass” o que na verdade resultou em uma personagem mal educada, egoista e imatura.

    • renata crasto

      Concordo que a personagem tem atitude “bad ass”, mas não teria a pessoa real o mesmo comportamento? Talvez essa personalidade justifique a ascensão e queda meteórica dela. Eu gostei da série, achei dinâmica, leve e engraçada, sem compromisso com os fatos como é anunciado no início de cada capítulo. Gostaria muito que tivesse continuidade, e como estava acontecendo com o personagem, a série fosse amadurecendo…

  10. Não tive a oportunidade de ler o livro, acho que não é o tipo de leitura que me atrai. Contudo, resolvi dar uma oportunidade à série. Confesso, pensei em desistir nos primeiros episódios. Complicado engolir uma protagonista imatura, egoísta e babaca! Juro, não consegui nem prestar atenção nos insights fashionistas. Minha vontade era entrar na TV e chacoalhar a Sophia fictícia rs! O roteiro era fraco e forçado. Nem passou pela minha cabeça que teria uma continuação. E seria desnecessário!

  11. O pessoal do meu face que comentou, disse que odiou a série pela personalidade da personagem principal.

  12. Gente, o conteúdo tá ótimo e eu concordo muito com o que foi escrito <3 mas bóra revisar os textos pra não ter erros de concordância e grafia 😉

  13. Ok. A protagonista era chata e imatura, mas eu gostei da série. Acho que tinha potencial e chances dessa protagonista crescer e aprender com seus erros. Além dos personagens secundários que eram ótimos. Adorei ver o ” Hank” no papel de pai dela e também minha Diva Rupaul.